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Como proceder em uma separação consensual?

Como proceder em uma separação consensual?
A separação consensual é uma das maneiras mais eficientes de encerrar um casamento sem os desgastes e conflitos que caracterizam o fim de tantas relações. De forma ainda mais benéfica, é só por meio dela que se pode recorrer à via extrajudicial para consolidar a situação, desde 2007, como explicaremos a seguir.

Aqui no escritório Galvão & Silva, recomendamos sempre que possível a forma consensual de separação e divórcio. Ela é mais ágil, menos custosa e gera um desgaste psicológico-emocional muito menor do que a via litigiosa.

Por isso, desenvolvemos este guia rápido de como proceder em uma separação consensual.

Como surgiu o divórcio consensual pela via extrajudicial?

A grande inovação no que diz respeito ao divórcio consensual foi a Lei nº 11.441/2007. A partir dela, foi possível adotar a via extrajudicial para o registro dos divórcios que são consensuais e não apresentam a necessidade de decisões a respeito de filhos menores de idade.

Também chamado popularmente de divórcio em cartório, esse meio de resolução apresenta dois requisitos:

  1. Que todos os termos estejam consensualmente definidos pelo casal;
  2. Que não haja filhos menores de idade ou incapazes envolvidos na situação. Se houver, é possível obter uma determinação pela via judicial a respeito desse assunto e juntar à documentação para a realização do registro em cartório.

Essa modalidade poupa o antigo casal de todo o procedimento, custo e necessidade de aguardar o andamento de um processo judicial comum.

Como funciona a separação consensual extrajudicial?

Obedecidos os requisitos para fazer a separação consensual extrajudicial, tudo é realizado pelo cartório de notas. Cada estabelecimento pode adotar alguns procedimentos diferentes. Mas, em regra, há um padrão a ser seguido.

Primeiro é preciso apresentar uma petição assinada por um advogado. Nela, constará a qualificação do casal, o nome e os documentos dos filhos — como dissemos, eles não podem ser menores —, a relação de todos os bens e como se dará a divisão.

Nesse documento, também já é possível fazer os acordos sobre pensão alimentícia: quem pagará a quem, qual o prazo, valor etc.. Tudo isso é importante para que o procedimento possa ser feito de forma extrajudicial, porque se houver algum ponto em que as partes não estão de acordo, a decisão deve caber a um juiz.

Quais os pontos que devem ser acordados?

Deve haver consenso entre o casal em todos os detalhes sobre o divórcio. O primeiro deles é em relação à separação dos bens: quanto eles valem no total e como esse patrimônio será dividido entre os dois. Aqui, é fundamental contar com um escritório de advocacia e advogados especialistas.

Pode ser necessária uma reunião com o casal e o advogado para listar os bens, definir seus valores e realizar a divisão entre as partes. É importante realizar um rateio em que todos estejam de acordo, a fim de que o processo possa ser realizado em cartório.

Também é preciso decidir sobre os nomes: se alguma das partes adotou o sobrenome do outro, deve informar na petição como ficará essa questão após a separação — ou seja, se manterá o nome de casado ou excluirá o sobrenome do parceiro.

Como falamos, a pensão alimentícia também pode ser acordada na separação extrajudicial com todos os detalhes pertinentes. Mas saiba que esse ponto não é obrigatório, isto é, se ficar decidido que não há pagamentos, não haverá problema.

Quais os documentos necessários para uma separação consensual?

A documentação é, com certeza, a maior dúvida na hora de dar início a qualquer tipo de divórcio ou separação. Veja abaixo quais são os documentos necessários, que devem ser levados ao advogado:

  • certidão de casamento;
  • pacto antenupcial, se houver;
  • documentos pessoais (RG, CPF e comprovante de residência);
  • certidão de nascimentos dos filhos, se houver;
  • certidão dos bens de propriedade do casal, se possível.

É obrigatório o acompanhamento de um advogado?

Sim. Seja pela via litigiosa, seja pela via consensual, sempre é necessário recorrer a um acompanhamento de advogados ou defensores públicos.

No caso de uma separação litigiosa, cada cônjuge tem que contratar um advogado diferente para defender seus interesses no processo. Nesse tipo de processo, o profissional faz alegações e defesas para que o divórcio seja julgado por um juiz.

Por outro lado, na separação consensual, existe a possibilidade de utilizar o mesmo escritório ou advogado para as duas pessoas que estão se separando. Como o objetivo é a concretização do consenso já existente, o uso de um único escritório reduz os custos e facilita o diálogo. Trata-se de um campo neutro para a troca de concessões necessária.

Isso torna o procedimento mais rápido e com menos desgaste emocional. Mesmo que haja dúvidas ou algumas questões ainda não acordadas, o advogado pode ajudar a acertar esses detalhes, tendo em vista que ele sabe o que a lei diz e tem experiência em outros casos parecidos.

Portanto, esse acompanhamento vai muito além de mera obrigação: o advogado ajuda as duas partes de forma imparcial e resolve qualquer conflito ainda existente. Ele traz, então, mais economia e eficiência para esse momento.

Como fica a guarda sobre os filhos, se houver?

Quando há filhos menores de idade ou incapazes, é necessária uma decisão judicial que determine as regras desse compartilhamento de responsabilidades, de modo a garantir a proteção da criança.

Atualmente, é bastante estimulada a chamada guarda compartilhada. O modelo oferece uma possibilidade de desenvolvimento emocional mais saudável para a criança, ao mesmo tempo em que exige a cooperação dos pais.

Sempre que viável, esse tipo de guarda é recomendado, pois tende a favorecer o menor de idade. A boa notícia é que a realização da separação consensual já é parte do caminho andado para que se chegue a termos nos quais o divórcio não é prejudicial para a criança.

Por que é mais acessível fazer a separação consensual?

Estima-se que a separação consensual custe menos do que a metade de uma separação litigiosa. Isso ocorre em função de uma série de motivos. Entre eles, destacam-se:

  • Menor envolvimento do poder judiciáriosem o litígio, a quantidade de procedimentos e etapas pelas quais o processo passa é significativamente reduzida. Por consequência, as custas também são reduzidas;
  • Possibilidade de divórcio extrajudicialpara quem resolver tudo no cartório, as custas se resumem à atuação dos advogados e às taxas cobradas, o que diminui ainda mais o valor envolvido;
  • Honorários reduzidoso terceiro fator fundamental se dá em função da ideia de que, sem litígio, os advogados envolvidos não precisam dedicar tantas horas de trabalho, em tantas etapas distintas do processo. Tudo se resume a definir os aspectos consensuais e encaminhar a separação. Como consequência, os honorários também são bem menos custosos para você.

Outro fator importante que levamos muito a sério aqui no escritório Galvão & Silva é a redução de um custo que não é medido em dinheiro, nos casos de divórcio consensual: eles são emocionalmente muito menos desgastantes que os litigiosos.

Dessa forma, tanto o casal separado quanto todas as pessoas envolvidas nessa relação são capazes de seguir em frente de forma mais rápida, com cicatrizes menos profundas a serem recuperadas. É por isso que consideramos essa via tão eficiente, e a apoiamos sempre que ela for viável.

Quando se entende como funciona a separação consensual, seu trâmite e suas exigências, fica mais fácil entrar em um acordo com a outra parte para adotar essa via ao decidir pelo divórcio. Não esqueça que a ajuda de um advogado é fundamental e um requisito legal. Sendo assim, se for o caso, procure um profissional capacitado e com experiência.

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Galvão & Silva Advocacia - Foto Autor

Por Galvão & Silva Advocacia.
Atualizado em 17 de julho de 2019.


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