
Publicado em: 07/06/2023
Atualizado em:
A consulta jurídica é um atendimento realizado por advogado para compreender uma situação concreta, analisar documentos e explicar direitos, obrigações, riscos e possíveis caminhos jurídicos. Ela pode ocorrer antes de um conflito ou quando já existe processo, notificação ou prazo em andamento.
Diferentemente de informações jurídicas genéricas, a consulta considera os fatos específicos apresentados pelo cliente. Datas, contratos, comunicações, decisões e outras circunstâncias podem modificar significativamente a orientação aplicável a uma mesma questão.
Neste artigo, você entenderá quando procurar esse atendimento, como se preparar, quais documentos apresentar, o que pode ser esclarecido durante a reunião e quando uma consulta pode evoluir para uma contratação jurídica mais ampla.
Para que serve uma consulta jurídica?
A consulta transforma uma dúvida ou problema concreto em uma análise juridicamente estruturada. O advogado identifica os fatos relevantes, examina os documentos disponíveis e explica quais normas podem ser aplicadas à situação apresentada.
As atividades de consultoria e assessoria jurídicas são privativas da advocacia conforme o Estatuto da Advocacia. A legislação também prevê que essas atividades podem ser realizadas verbalmente ou por escrito, conforme a definição entre profissional e cliente.
Em situações preventivas, o aconselhamento jurídico pode contribuir para compreender consequências antes da assinatura de contratos, realização de negócios ou adoção de outras decisões relevantes.
Quando é recomendável procurar uma consulta jurídica?
Não é necessário esperar a existência de um processo judicial. A consulta pode ser realizada antes de comprar um imóvel, assinar um contrato, constituir uma empresa, organizar uma sucessão ou formalizar uma negociação que produza consequências jurídicas.
Ela também merece atenção quando existe notificação, citação, intimação, auto de infração, convocação para audiência ou comunicação de outra parte. Nesses casos, identificar desde o início se existe prazo é importante para preservar as medidas disponíveis.
Os prazos variam conforme a matéria e o procedimento. Em processos civis, por exemplo, diversas regras estão previstas no Código de Processo Civil, mas demandas trabalhistas, criminais e administrativas podem seguir normas próprias.
Como funciona a consulta jurídica na prática?
O atendimento costuma começar com uma explicação objetiva do problema e do resultado que a pessoa pretende alcançar. Dependendo da demanda, o escritório pode solicitar alguns documentos previamente para que o profissional conheça os principais fatos antes da reunião.
Durante a consulta, o advogado pode fazer perguntas sobre datas, pessoas envolvidas, contratos, pagamentos, comunicações e providências já adotadas. Esses detalhes ajudam a identificar questões que muitas vezes não aparecem no relato inicial.
A orientação deve apresentar possibilidades e também limitações. O Código de Ética e Disciplina da OAB determina que o advogado informe claramente eventuais riscos da pretensão e consequências que podem decorrer da demanda.
Quais documentos levar para uma consulta jurídica?
Não existe uma lista única para todos os atendimentos. Os documentos relevantes dependem da área jurídica, dos acontecimentos e da dúvida que precisa ser esclarecida. Em geral, é útil priorizar aquilo que comprova os fatos narrados.
Podem ser apresentados, por exemplo:
- Contratos e respectivos aditivos;
- Notificações e intimações recebidas;
- Decisões judiciais ou administrativas;
- Comprovantes de pagamentos;
- Certidões e documentos pessoais;
- Uma breve cronologia dos acontecimentos.
Não é necessário reunir documentos sem relação com a situação apenas para aumentar o volume de informações. Caso algum registro importante esteja faltando, o advogado poderá indicar o que deve ser obtido antes de uma análise complementar ou de eventual medida jurídica.
A consulta jurídica é protegida por sigilo?
O sigilo profissional é um dos elementos fundamentais da relação entre advogado e cliente. As informações conhecidas em razão da atividade profissional estão submetidas às regras éticas da advocacia, inclusive as comunicações realizadas durante o atendimento.
Isso permite que o cliente apresente fatos favoráveis e desfavoráveis à sua situação. Ocultar uma informação importante pode prejudicar a análise, pois determinado documento, conversa ou acontecimento pode modificar os riscos jurídicos inicialmente identificados.
A consulta também permite esclarecer quais informações podem ser utilizadas posteriormente e quais provas merecem preservação. Esse cuidado é especialmente relevante quando já existe disputa ou possibilidade concreta de judicialização.
Qual a diferença entre consulta e assessoria jurídica?
A consulta costuma ter um objeto delimitado. A pessoa apresenta uma situação e recebe orientação sobre aquele problema, podendo encerrar o atendimento após compreender os caminhos possíveis ou contratar um serviço posterior.
A assessoria jurídica normalmente possui caráter mais contínuo. Empresas, por exemplo, podem necessitar de acompanhamento recorrente para contratos, relações trabalhistas, questões societárias e prevenção de conflitos.
Por isso, realizar uma consulta não significa automaticamente contratar o advogado para acompanhar um processo ou representar o cliente. Caso sejam necessários novos serviços, o escopo da atuação deve ser definido de maneira clara.
A consulta pode indicar se vale a pena entrar com uma ação?
Sim, a viabilidade de eventual medida judicial pode fazer parte da análise. O advogado pode examinar fundamentos jurídicos, documentos disponíveis, riscos, pontos favoráveis e dificuldades que precisam ser consideradas antes de decidir pelo ajuizamento.
Isso não significa assegurar que a ação será julgada procedente. O resultado pode depender da produção de provas, manifestação da parte contrária, interpretação da legislação e avaliação realizada pelo órgão responsável pelo julgamento.
Uma consulta também pode revelar que negociar, produzir determinada prova ou adotar medida extrajudicial é mais adequado naquele momento. A função da orientação é permitir uma decisão informada, e não induzir necessariamente à judicialização.
Como escolher o advogado para realizar a consulta?
O primeiro critério é identificar qual área do Direito possui maior relação com a dúvida apresentada. Questões criminais, familiares, imobiliárias, empresariais, tributárias ou trabalhistas possuem regras e procedimentos distintos.
Também é possível verificar a inscrição profissional no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB. Além disso, clareza na comunicação, experiência compatível com a demanda e transparência sobre os limites da análise são aspectos relevantes na escolha.
Antes de contratar, compreender como avaliar a confiança na relação com o advogado também ajuda a observar comunicação, capacidade técnica e forma como o profissional apresenta riscos e alternativas.
O que acontece depois da consulta jurídica?
Em algumas situações, a própria orientação esclarece suficientemente a dúvida e nenhuma medida adicional é necessária. Em outras, o advogado pode indicar obtenção de documentos, envio de notificação ou tentativa de negociação.
Quando existe processo ou necessidade de representação, poderá ser apresentada uma proposta específica para a continuidade do trabalho. O cliente deve compreender quais atividades estão incluídas, como acompanhamento de processo, elaboração de defesa, audiência ou recurso.
O contrato posterior deve deixar claro o objeto do serviço, honorários e extensão da atuação. Assim, é possível diferenciar aquilo que foi tratado durante a consulta das providências que serão executadas posteriormente.
Quanto custa uma consulta jurídica?
Não existe um valor único para toda consulta. Honorários podem variar conforme área do Direito, complexidade da matéria, quantidade de documentos, tempo necessário e eventual necessidade de estudo específico antes ou depois do atendimento.
As regras éticas da advocacia e as tabelas de honorários das Seccionais da OAB também precisam ser observadas. Dessa forma, valores genéricos divulgados sem conhecer o problema podem não corresponder ao trabalho efetivamente necessário.
Antes de agendar, o cliente pode verificar o formato do atendimento, os documentos solicitados e o que está compreendido no serviço. Essas informações ajudam a evitar dúvidas sobre o objeto da consulta.
Perguntas frequentes sobre consulta jurídica
É possível realizar consulta jurídica online?
Sim. Muitas situações podem ser analisadas por videoconferência, especialmente quando os documentos podem ser enviados previamente em formato digital.
Preciso ter um processo para fazer uma consulta?
Não. A consulta também pode ser preventiva e ocorrer antes de contrato, negócio, conflito, notificação ou processo judicial.
O advogado precisa analisar documentos?
Depende da questão. Em situações concretas, documentos frequentemente são necessários para verificar fatos, obrigações e riscos com maior precisão.
A consulta me obriga a contratar o advogado posteriormente?
Não. A consulta pode ser um serviço independente. Eventual continuidade da atuação depende da necessidade do caso e de nova definição entre cliente e advogado.
Posso procurar uma segunda opinião jurídica?
Sim. Uma nova avaliação pode ajudar a compreender determinada questão, especialmente em situações complexas, devendo ser informada corretamente a existência de advogado já constituído quando isso for relevante.
Como o escritório Galvão & Silva Advocacia pode ajudar?
O escritório Galvão & Silva Advocacia atua em diferentes áreas do Direito e pode realizar consulta jurídica para análise de documentos, riscos, direitos, obrigações e possíveis providências relacionadas à situação apresentada.
O atendimento permite identificar se a questão exige apenas uma orientação pontual ou se existem medidas extrajudiciais, administrativas ou judiciais que precisam ser avaliadas em uma etapa posterior.
Se você possui contrato, notificação, processo ou outra questão que precisa de avaliação individual, pode solicitar uma consulta jurídica e apresentar os documentos relevantes para a análise do caso.
Dr. Daniel Ângelo Luiz da Silva
Sou advogado, sócio fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Processus e inscrito na OAB/DF nº 54.608. Atuo há mais de uma década em Direito Civil, Empresarial, Inventário, Homologação de Sentença Estrangeira e em litígios complexos envolvendo disputas patrimoniais. Além da advocacia, sou professor, escritor e palestrante, fluente em inglês e espanhol. […]
Dr. Caio de Souza Galvão
Sou advogado, sócio-fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Católica de Brasília e pós-graduado em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes. Iniciei minha trajetória no TJDFT, atuando no 1º Juizado Cível, Criminal e de Violência Doméstica, além de exercer funções como conciliador. Passei pelo TST, TCU e Procuradoria-Geral do Banco Central, onde […]












