Inquérito Policial: O que é e Como Funciona ? Inquérito Policial: O que é e Como Funciona ?

Inquérito Policial: O que é e Como Funciona ?

Por Galvão & Silva Advocacia

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A importância de falar sobre o inquérito policial no Brasil reside na sua relevância para a investigação de crimes e para a garantia da justiça. 

O inquérito policial é conduzido pela polícia judiciária e desempenha um papel fundamental na apuração dos fatos, coleta de provas, ouvir testemunhas e reunir informações que possam embasar a acusação ou a defesa em um processo criminal.

Discutir o inquérito policial no Brasil é importante por várias razões. Primeiramente, ele busca a verdade dos fatos. Durante essa fase investigativa, são coletados elementos de prova que ajudam na elucidação do crime e na identificação dos responsáveis. A busca pela verdade é essencial para assegurar a justiça e a imparcialidade no sistema legal.

Além disso, o inquérito policial assegura a preservação dos direitos dos envolvidos. Tanto o investigado quanto a vítima possuem direitos fundamentais, como a ampla defesa, o direito de ser ouvido e o direito à privacidade. Discutir o inquérito policial permite esclarecer esses direitos e garantir sua proteção efetiva.

Um processo criminal justo é garantido por meio do inquérito policial. A qualidade da investigação, baseada em técnicas adequadas e respaldada por evidências sólidas, ajuda a evitar erros judiciários e assegura que todos os envolvidos sejam tratados de acordo com a lei.

Portanto, falar sobre o inquérito policial no Brasil é importante para promover uma compreensão ampla desse procedimento, seus objetivos e desafios. Isso contribui para fortalecer a confiança nas instituições, garantir a proteção dos direitos e buscar a justiça em nosso sistema legal. Pensando na relevância da temática, os advogados do escritório Galvão & Silva Advocacia elaboraram este artigo.

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O que é um inquérito policial?

Um inquérito policial é um procedimento investigativo conduzido pela polícia judiciária com o objetivo de apurar a ocorrência de um crime, reunir informações, colher provas e identificar os envolvidos. No Brasil, o inquérito policial está previsto no Código de Processo Penal e é parte integrante do sistema de justiça criminal.

Durante o inquérito policial, a polícia realiza diversas atividades, como coleta de depoimentos de testemunhas e suspeitos, realização de perícias, análise de documentos, requisição de informações, entre outras diligências necessárias para a investigação do crime em questão. 

O objetivo principal do inquérito policial é reunir elementos de prova que possam subsidiar a acusação ou a defesa em um processo criminal. O inquérito policial é conduzido por autoridades policiais, como delegados de polícia, que possuem a atribuição legal para realizar essa investigação

Ao final do inquérito, o delegado pode concluir pela existência de indícios de autoria e materialidade do crime, o que pode resultar no oferecimento de denúncia ao Ministério Público. Por outro lado, caso não sejam encontradas provas suficientes, o delegado pode requerer o arquivamento do inquérito.

É importante ressaltar que o inquérito policial não tem caráter decisório sobre a culpa ou inocência do suspeito, mas sim busca reunir elementos probatórios para subsidiar a atuação do Ministério Público e o eventual processo judicial. É no processo judicial que ocorre o contraditório, a ampla defesa e o julgamento pelo juiz competente.

Sendo assim, o inquérito policial é um procedimento investigativo conduzido pela polícia para apurar crimes, reunir informações e colher provas. Ele desempenha um papel fundamental na fase pré-processual do sistema de justiça criminal, subsidiando a atuação do Ministério Público e eventualmente levando ao processo judicial.

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Qual é o objetivo do inquérito policial? Como funciona?

O objetivo do inquérito policial é realizar uma investigação preliminar para apurar a ocorrência de um crime, reunir informações, colher provas e identificar os envolvidos

Ele funciona como uma etapa inicial do processo criminal, em que a polícia judiciária realiza diligências para apurar os fatos e obter elementos probatórios que possam embasar a acusação ou a defesa.

Durante o inquérito policial, a polícia, por meio de autoridades policiais, como delegados de polícia, tem a atribuição legal de conduzir a investigação. Eles podem realizar diversas atividades, tais como:

  1. Coleta de depoimentos: são ouvidas testemunhas, vítimas e suspeitos, visando obter informações sobre os acontecimentos relacionados ao crime em investigação.
  2. Realização de perícias: podem ser feitas perícias técnicas, como análise de documentos, exames laboratoriais, reconstrução de eventos, entre outras, para auxiliar na apuração dos fatos.
  3. Requisição de informações: a polícia pode solicitar informações a órgãos públicos, empresas, instituições ou outras fontes relevantes para a investigação, com o objetivo de obter dados que possam contribuir para a elucidação do crime.
  4. Análise de evidências: a polícia analisa cuidadosamente as evidências encontradas no local do crime ou obtidas durante a investigação, buscando identificar sua relevância para o caso.
  5. Realização de diligências: isso inclui visitas a locais relacionados ao crime, busca de imagens de câmeras de segurança, busca de registros públicos, entre outras ações que possam auxiliar na coleta de informações relevantes.

Ao final do inquérito policial, o delegado responsável pode concluir pela existência de indícios de autoria e materialidade do crime, o que pode levar ao oferecimento de denúncia ao Ministério Público. Essa denúncia é o documento pelo qual o Ministério Público acusa formalmente uma pessoa de ter cometido um crime e requer a instauração do processo judicial.

É importante destacar que o inquérito policial não tem caráter decisório sobre a culpa ou inocência do suspeito, mas sim busca reunir elementos de prova para subsidiar a atuação do Ministério Público e eventualmente o processo judicial. É no processo judicial que ocorre o contraditório, a ampla defesa e o julgamento pelo juiz competente.

Dessa maneira, a finalidade do inquérito policial é realizar uma investigação preliminar para apurar a ocorrência de um crime, reunir informações e colher provas. Ele funciona como uma etapa inicial do processo criminal, com a polícia judiciária realizando diligências para obter elementos probatórios que possam subsidiar a atuação do Ministério Público e eventualmente levar ao processo judicial.

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Quais são os direitos do investigado durante o inquérito policial?

Durante o inquérito policial no Brasil, o investigado possui uma série de direitos que visam garantir a proteção de suas garantias fundamentais e assegurar um processo justo. Esses direitos são fundamentais para garantir que o investigado tenha um tratamento adequado e a oportunidade de se defender de maneira adequada. Aqui estão alguns dos principais direitos do investigado:

Um dos direitos mais importantes do investigado é o direito ao silêncio. Isso significa que ele tem o direito de permanecer em silêncio e não responder a perguntas que possam incriminá-lo. O exercício desse direito não pode ser interpretado como um indício de culpa.

Outro direito fundamental é o direito à ampla defesa. O investigado tem o direito de ser assistido por um advogado de sua escolha em todas as fases do inquérito policial. O advogado atua como um defensor, garantindo que os direitos do investigado sejam respeitados e auxiliando-o na condução de sua defesa.

Além disso, o investigado tem o direito de ser informado sobre a acusação. Isso significa que ele tem o direito de ser informado sobre a natureza e a descrição detalhada dos fatos que lhe são imputados. Isso permite que ele compreenda claramente as acusações e possa se defender adequadamente.

O investigado também tem o direito de acessar os autos do inquérito. Isso significa que, por meio de seu advogado, ele tem direito de ter acesso às informações e às provas que foram coletadas durante a investigação. Isso possibilita que ele conheça os elementos reunidos contra si e possa preparar sua defesa de forma efetiva.

Além disso, o investigado tem o direito de apresentar provas e arrolar testemunhas que possam contribuir para sua defesa durante o inquérito policial. Ele tem o direito de indicar as provas que considere relevantes e também de solicitar a oitiva de testemunhas que possam fornecer informações favoráveis à sua posição.

Por fim, o investigado tem o direito à integridade física e moral. Isso significa que ele tem o direito de ser tratado com respeito e dignidade, sendo protegido contra qualquer forma de violência, coação, ameaça ou tratamento cruel ou degradante. Ele também tem o direito de não ser submetido a interrogatórios ou procedimentos abusivos.

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É importante destacar que esses direitos são garantidos tanto durante o inquérito policial quanto durante todo o processo criminal. Eles são fundamentais para assegurar um processo justo e equilibrado, protegendo os interesses do investigado e garantindo a observância dos princípios constitucionais e legais.

Cabe ao delegado de polícia, como autoridade responsável pela condução do inquérito, respeitar e garantir o exercício desses direitos, permitindo que o investigado exerça sua defesa de forma adequada e tenha acesso às informações e às provas que lhe dizem respeito.

O inquérito policial pode ser arquivado em quais circunstâncias?

É importante deixar claro que o inquérito policial pode ser arquivado em determinadas circunstâncias. Existem basicamente duas formas de arquivamento do inquérito policial: o arquivamento por falta de provas suficientes e o arquivamento por atipicidade da conduta investigada.

O arquivamento por falta de provas ocorre quando, ao final da investigação, não há elementos de prova suficientes para embasar a denúncia ou o oferecimento da ação penal. Nesse caso, o delegado de polícia responsável pelo inquérito pode concluir que não há indícios de autoria ou materialidade do crime, e assim, decide pelo arquivamento do caso.

Já o arquivamento por atipicidade da conduta ocorre quando, após a investigação, constata-se que os fatos narrados não se enquadram em nenhuma infração penal, ou seja, não configuram crime. Nesse caso, o delegado de polícia conclui que a conduta não é considerada crime conforme a legislação vigente, e decide pelo arquivamento do inquérito.

É importante destacar que o arquivamento do inquérito policial não impede que novas investigações sejam realizadas caso surjam novas provas ou informações que justifiquem a reabertura do caso. Além disso, o Ministério Público também pode, posteriormente, requisitar a reabertura do inquérito se entender que há elementos suficientes para dar continuidade à investigação.

É importante ressaltar que o arquivamento do inquérito policial não significa necessariamente que o investigado é inocente, mas sim que, diante das provas e informações disponíveis até o momento, não há elementos suficientes para justificar uma ação penal. O arquivamento é uma etapa do processo investigativo e não uma decisão final sobre a culpabilidade ou inocência do investigado.

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Importância de um advogado em um inquérito policial

A presença de um advogado durante um inquérito policial é de extrema importância e traz diversos benefícios para o investigado. O advogado desempenha um papel fundamental na proteção dos direitos do investigado, fornecendo orientação legal, preparando a defesa, assegurando a participação ativa do investigado e buscando soluções adequadas ao caso.

Primeiramente, o advogado é responsável por proteger os direitos do investigado durante todo o processo de investigação. Ele atua como um defensor, garantindo que o investigado seja tratado de forma justa, evitando abusos ou violações dos direitos fundamentais. A presença do profissional assegura que o investigado seja informado sobre seus direitos e receba um tratamento respeitoso e de acordo com a lei.

Além disso, o advogado possui conhecimento jurídico e compreensão do sistema legal, o que permite fornecer orientações precisas ao investigado. Ele pode explicar os procedimentos do inquérito policial, esclarecer os direitos do investigado e oferecer conselhos sobre como responder às perguntas ou como se comportar durante os interrogatórios. Essa orientação legal é essencial para que o investigado compreenda plenamente suas opções e possa tomar decisões informadas.

Com base nessa análise, o advogado pode buscar evidências em favor do investigado e preparar uma estratégia de defesa sólida, contestando acusações injustas ou infundadas. A presença do advogado também permite a participação ativa do investigado no inquérito policial. 

O profissional pode realizar perguntas aos policiais, solicitar esclarecimentos sobre os procedimentos, apresentar requerimentos de diligências complementares e garantir que todos os direitos do investigado sejam exercidos de forma efetiva. Essa participação ativa fortalece a posição do investigado e contribui para a justiça e imparcialidade no processo de investigação criminal.

Além disso, o advogado pode atuar como mediador entre o investigado e a autoridade policial, facilitando a comunicação e evitando conflitos. Em determinadas situações, o advogado pode buscar a negociação de medidas alternativas ao processo judicial, como a celebração de acordos ou a realização de termos de ajustamento de conduta, visando a resolução do caso de forma mais rápida e favorável ao investigado.

Dessa maneira, a presença de um advogado, como algum da equipe do escritório Galvão & Silva Advocacia durante um inquérito policial é essencial para garantir a proteção dos direitos do investigado, fornecer orientação legal, preparar a defesa, assegurar a participação ativa do investigado e buscar soluções adequadas ao caso. O advogado desempenha um papel crucial na busca pela justiça e assegura que o investigado tenha um tratamento justo e equilibrado no processo de investigação criminal. Por isso, não se acanhe, entre em contato conosco.

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Atualizado em 6 de julho de 2023

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