
Publicado em: 13/07/2023
Atualizado em:
Advogado de associação é o profissional especializado em orientar entidades sem fins lucrativos desde a sua criação até a gestão jurídica contínua. Sua atuação envolve a elaboração de estatutos, registro da entidade, assessoria preventiva e defesa judicial quando necessário.
As associações representam interesses coletivos relevantes da sociedade civil. Sem suporte jurídico adequado, podem enfrentar problemas estatutários, fiscais ou trabalhistas que comprometem sua atuação e até mesmo sua regularidade legal.
O que é um advogado de associação?
O advogado de associação é o profissional que presta suporte jurídico a entidades sem fins lucrativos, atuando desde a sua constituição até a gestão cotidiana e a defesa em conflitos.
A atuação do advogado de associação costuma se dividir em três frentes principais que se complementam:
- Atuação consultiva: orientação contínua à diretoria sobre assembleias, regras internas, prestação de contas e prevenção de conflitos;
- Atuação constitutiva: criação da entidade, com elaboração de estatuto, ata de fundação, edital de convocação e acompanhamento do registro;
- Atuação contenciosa: defesa judicial e administrativa em disputas envolvendo associados, fornecedores, empregados ou o poder público.
Diferença entre advogado de associação e advogado associado
É importante não confundir o advogado de associação com o advogado associado. O primeiro é o profissional que presta assessoria jurídica a entidades sem fins lucrativos (ONGs, sindicatos ou associações de moradores).
Já o segundo refere-se a um modelo de parceria entre advogado e escritório de advocacia, regido pelo Provimento 169/2015 da OAB, sem qualquer relação direta com o atendimento a entidades do terceiro setor.
Quais os principais tipos de associações existentes?
As associações podem atuar em diversas áreas da sociedade civil, sempre com o objetivo de promover interesses coletivos e sem finalidade lucrativa. Apesar das diferentes finalidades, todas seguem as mesmas regras básicas previstas no Código Civil.
Exemplos de associações mais comuns no Brasil
- Associações culturais, desportivas e sociais: voltadas à promoção de atividades culturais, artísticas, esportivas ou comunitárias.
- Associações de produtores rurais: criadas para fortalecer a representação coletiva de produtores e melhorar infraestrutura e comercialização.
- Associações de classe: organizadas para representar interesses de determinadas categorias profissionais.
- Associações de moradores: voltadas à melhoria da segurança, infraestrutura e qualidade de vida em bairros ou comunidades.
- Associações filantrópicas: dedicadas à assistência social, saúde, educação ou apoio a grupos vulneráveis.
Independentemente da finalidade, todas precisam observar regras jurídicas relacionadas à constituição, gestão e prestação de contas, garantindo transparência e responsabilidade administrativa.
Por que um advogado é essencial para a criação e estruturação da associação?
A criação de uma associação exige documentos jurídicos específicos, como estatuto social, edital de convocação, ata de fundação e registro em cartório. Um erro nessa fase pode gerar nulidades, dificultar operações bancárias ou impedir benefícios fiscais.
O art. 54 do Código Civil estabelece os requisitos obrigatórios do estatuto da associação:
Requisitos obrigatórios do estatuto da associação
Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:
I – a denominação, os fins e a sede da associação;
II – os requisitos para admissão, demissão e exclusão dos associados;
III – os direitos e deveres dos associados;
IV – as fontes de recursos para sua manutenção;
V – o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos;
VI – as condições para alteração estatutária e dissolução da entidade;
VII – a forma de gestão administrativa e aprovação das contas.
Esses requisitos exigem precisão técnica. Por isso, a orientação de um advogado especializado ajuda a estruturar a entidade corretamente desde sua fundação.
Em nosso escritório, acompanhamos todo o processo de criação da associação, garantindo uma base jurídica segura e adequada à realidade da instituição.
Como o advogado atua na criação da associação?
A criação de uma associação envolve um procedimento jurídico estruturado. O advogado orienta a definição da finalidade da entidade, elabora o estatuto social e conduz a assembleia de fundação, momento em que os membros aprovam o estatuto e elegem a diretoria responsável pela gestão.
Entre os documentos necessários estão o estatuto social, o edital de convocação, a ata de fundação, a lista de presença dos participantes e os termos de posse da diretoria. Esses documentos são levados a cartório para registro da sociedade.
O art. 54 do Código Civil estabelece os requisitos obrigatórios que devem constar no estatuto.

Após o registro em cartório, a associação pode solicitar o CNPJ junto à Receita Federal. Com isso, a entidade passa a existir formalmente, podendo firmar contratos, abrir contas bancárias e desenvolver suas atividades com regularidade jurídica.
Quando contratar um advogado de associação?
A contratação de um advogado de associação pode ocorrer em diferentes momentos da vida institucional da entidade. Em muitas situações, a assessoria jurídica preventiva evita conflitos mais complexos no futuro.
Situações em que a assessoria jurídica se torna necessária
- Fundação da associação: elaboração do estatuto, realização da assembleia de criação e registro da entidade.
- Alterações estatutárias: mudanças na estrutura da associação, regras de funcionamento ou objetivos institucionais.
- Admissão ou exclusão de associados: orientação jurídica para garantir procedimentos transparentes e evitar disputas internas.
- Assembleias gerais: apoio na elaboração de editais, atas e condução formal das deliberações.
- Questões trabalhistas ou tributárias: orientação sobre contratação de empregados, cumprimento de obrigações fiscais e regularidade contábil.
- Processos judiciais ou administrativos: representação da entidade em demandas movidas por terceiros ou associados.
O acompanhamento jurídico desde as primeiras etapas da associação ajuda a prevenir conflitos institucionais e preservar a estabilidade da entidade.
Regime tributário e fiscais das associações
As associações sem fins lucrativos possuem um regime tributário diferenciado. Embora possam gerar receitas e até apresentar superávit, os valores não podem ser distribuídos entre associados ou dirigentes, devendo ser reinvestidos nas atividades institucionais da entidade.
Em determinadas situações, a legislação prevê imunidades ou isenções de tributos federais, como IRPJ, PIS e COFINS, desde que a entidade cumpra requisitos legais. Já tributos estaduais e municipais, como ISS, IPTU ou ITCMD, dependem da legislação local.
Mesmo com benefícios fiscais, as associações devem cumprir obrigações acessórias, como escrituração contábil e declarações fiscais. A orientação jurídica ajuda a evitar irregularidades, prevenir perda de imunidades e garantir conformidade em fiscalizações.
Advogado de associação pode atuar também em ações judiciais?
Sim. Além da assessoria preventiva, o advogado de associação também pode representar a entidade em processos judiciais, como conflitos entre associados, demandas trabalhistas, disputas contratuais ou questões tributárias.
Documentos essenciais para a constituição de uma associação
- Estatuto social: define a finalidade da entidade, regras de funcionamento e direitos dos associados;
- Edital de convocação: comunica formalmente os interessados sobre a assembleia de fundação;
- Ata de fundação: registra a criação da associação e a eleição da diretoria;
- Lista de presença: comprova quem participou da assembleia de constituição;
- Termos de posse: formalizam a nomeação da diretoria e dos responsáveis pela gestão;
- Registro em cartório: garante personalidade jurídica à associação.
Erros na elaboração desses documentos podem gerar nulidades, impedir registros ou dificultar o funcionamento da entidade. Por isso, o acompanhamento de um advogado especializado ajuda a estruturar corretamente a associação e reduzir riscos jurídicos ao longo de sua atuação.
Quanto custa contratar um advogado de associação?
O custo para contratar um advogado de associação pode variar conforme o tipo de serviço prestado, a complexidade da entidade, o porte da associação e a região de atuação do profissional. Por isso, não existe uma tabela fixa aplicável a todos os casos.
Alguns advogados trabalham com honorários mensais de assessoria jurídica, oferecendo suporte contínuo à diretoria e acompanhamento das atividades institucionais. Também é comum a cobrança por projeto, como na criação da associação, ou por demanda, quando há atuação em processos judiciais ou administrativos.
Dependendo da complexidade, a constituição da entidade pode variar entre determinados salários mínimos ou valores equivalentes no mercado jurídico. Muitos profissionais oferecem consulta inicial gratuita, e associações com poucos recursos podem negociar honorários ou buscar iniciativas de advocacia pro bono.
Como escolher um advogado de associação capacitado?
Escolher um advogado especializado em associações exige atenção a alguns critérios que ajudam a avaliar a experiência e a capacidade técnica do profissional. Uma análise cuidadosa pode evitar problemas jurídicos e garantir que a entidade conte com uma assessoria realmente preparada para suas necessidades.
Critérios para avaliar o profissional
- Experiência comprovada: verifique se o advogado já assessorou outras associações e solicite referências ou exemplos de casos semelhantes;
- Conhecimento multidisciplinar: a atuação envolve diferentes áreas do Direito, especialmente civil, tributário, trabalhista e administrativo;
- Conhecimento do setor específico: associações possuem realidades distintas, e cada segmento pode apresentar demandas jurídicas próprias;
- Disponibilidade para assessoria contínua: muitas decisões institucionais exigem orientação jurídica rápida e acompanhamento permanente;
- Transparência na cobrança: os honorários devem ser apresentados de forma clara desde o início, evitando dúvidas ou custos inesperados;
- Comprometimento com a causa da entidade: o advogado precisa compreender os objetivos institucionais da associação e atuar de forma alinhada à sua missão;
- Regularidade profissional: é importante verificar o registro do advogado na OAB e a inexistência de sanções disciplinares relevantes.
Antes de formalizar a contratação, pode ser útil agendar uma consulta inicial para esclarecer dúvidas e avaliar se há alinhamento entre o profissional e as necessidades da associação.
Como o escritório Galvão & Silva Advocacia pode ajudar sua associação?
O escritório Galvão & Silva Advocacia oferece assessoria jurídica especializada para associações em diferentes áreas de atuação. Nossa equipe atua desde a constituição da entidade até a gestão jurídica contínua, com foco em segurança institucional e conformidade legal.
Também auxiliamos na elaboração de estatutos, condução de assembleias, revisão de documentos internos e orientação sobre questões tributárias, administrativas e trabalhistas. A atuação preventiva contribui para evitar conflitos e fortalecer a governança da associação.
Se você pretende criar ou regularizar uma associação, contar com orientação jurídica especializada pode fazer diferença para a segurança e continuidade da entidade. Para saber mais sobre como podemos ajudar, fale conosco e receba orientação adequada ao seu caso.
Dr. Daniel Ângelo Luiz da Silva
Sou advogado, sócio fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Processus e inscrito na OAB/DF nº 54.608. Atuo há mais de uma década em Direito Civil, Empresarial, Inventário, Homologação de Sentença Estrangeira e em litígios complexos envolvendo disputas patrimoniais. Além da advocacia, sou professor, escritor e palestrante, fluente em inglês e espanhol. […]
Dr. Caio de Souza Galvão
Sou advogado, sócio-fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Católica de Brasília e pós-graduado em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes. Iniciei minha trajetória no TJDFT, atuando no 1º Juizado Cível, Criminal e de Violência Doméstica, além de exercer funções como conciliador. Passei pelo TST, TCU e Procuradoria-Geral do Banco Central, onde […]













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Boa noite gostaria de informações : sou morador de um edifício registrado como condomínio e pago todas as despesas de rateios mês a mês , sendo q no loteamento onde está o edifício existe uma associação de moradores , onde instalou um acesso de controle de pessoas ,e colocou no seu estatuto de forma compulsória q todos os proprietários dos imóveis são sócios automaticamente , e definir favor a ser pago de 25% do salário mínimo federal para cada residência como se fosse valor de manutenção do loteamento , sendo q as atividades de manutenção do loteamento são executadas pela prefeitura , está associação criou atividades paralela , atividades de manutenção d sede , atividades de portaria com porteiros , empregado extras , onerando a associação e obrigando os moradores a pagar , quem não paga está associação está movendo ação judicial , eu pago o IPTU , pago as despesas de condomínio do meu edifício e a associação está exigindo pagamento por serviços por alegação de manutenção do loteamento , estou sendo tributado 3 x o q posso fazer o q está correto , ia está errado como posso argumentar com está associação o q está correto ?
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