Tornozeleira eletrônica: quais os impactos na rotina?

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Daniel Ângelo Luiz da Silva

Autor: Daniel Ângelo Luiz da Silva

8 min de leitura

Tornozeleira eletrônica: quais os impactos na rotina?

Publicado em: 29/08/2025

Atualizado em:

A tornozeleira eletrônica é um equipamento de monitoramento remoto, aplicado por ordem judicial, que permite o rastreamento da movimentação de pessoas em liberdade provisória, prisão domiciliar ou cumprimento de pena fora do regime fechado.

Como se trata de uma medida cautelar, seu uso pode impactar diretamente a rotina do monitorado, impondo restrições de horários, delimitação geográfica e exigências de conduta. Compreender essas limitações é fundamental para evitar violações involuntárias e assegurar a continuidade do benefício concedido em substituição à prisão.

Além das restrições práticas, a tornozeleira pode gerar impacto emocional e social. A adaptação exige cautela, apoio jurídico e psicológico, especialmente quando o monitorado deseja manter a vida profissional, familiar e social sem conflitos com o sistema penal.

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Entenda o que acontece ao ser determinado o uso de tornozeleira eletrônica?

Ao ser informado judicialmente sobre o uso da tornozeleira, o indivíduo deve comparecer ao local indicado para instalação do equipamento, geralmente em órgão vinculado ao sistema prisional. A medida pode ser imposta mesmo sem condenação, em caráter cautelar.

Após a colocação, a pessoa passa a ser monitorada 24 horas por dia. Toda movimentação é registrada e analisada pela central de monitoramento. O descumprimento de horários ou rotas estabelecidas pode gerar advertências, agravamento da medida ou até prisão.

É fundamental seguir rigorosamente as orientações recebidas, manter o equipamento em funcionamento e buscar orientação jurídica para garantir que o monitoramento ocorra dentro dos limites legais.

O uso da tornozeleira eletrônica pode levar à prisão?

Embora a tornozeleira eletrônica seja considerada uma alternativa à prisão, seu uso está condicionado ao cumprimento rigoroso das regras judiciais. O descumprimento pode levar à revogação do benefício e à decretação de prisão preventiva.

A reincidência de falhas, ainda que não intencionais, pode ser vista como desinteresse em cumprir a medida. Em especial, tentativas de burlar o monitoramento ou a ausência de comunicação sobre falhas técnicas agravam a situação.

A seguir, veja exemplos de comportamentos que aumentam o risco de regressão para o regime fechado:

Situação de riscoConsequência jurídica possível
Sair do perímetro sem autorizaçãoPode ser interpretado como fuga
Deixar a bateria descarregar constantementeIndica descaso com a medida judicial
Tentar remover ou danificar o equipamentoGera suspeita de tentativa de evasão
Não comparecer a audiências ou fiscalizaçõesPode motivar prisão preventiva
Não relatar falhas técnicas ao advogadoPrejudica a defesa em caso de acusação

Manter a tornozeleira em pleno funcionamento, cumprir rigorosamente os horários e rotas autorizadas e agir com responsabilidade diante de qualquer intercorrência são condutas essenciais para preservar a liberdade.

Diante de dúvidas, falhas técnicas ou notificações inesperadas, buscar entender o que faz um advogado criminalista ao prestar assistência jurídica qualificada é a melhor forma de evitar complicações e garantir o respeito aos seus direitos no processo.

Como evitar erros no dia a dia que podem levar à prisão?

Mesmo pequenos descuidos no uso da tornozeleira eletrônica podem ser interpretados como violação das condições impostas pelo juiz. Isso inclui atrasos na recarga da bateria, saídas não autorizadas ou mudanças de endereço sem comunicação prévia. A seguir, veja os erros mais comuns que podem colocar sua liberdade em risco:

  • Deixar a bateria descarregar com frequência;
  • Sair do perímetro autorizado sem justificativa;
  • Desrespeitar os horários definidos pelo juiz;
  • Remover ou tentar manipular o equipamento;
  • Mudar de endereço sem autorização judicial;
  • Não comunicar falhas técnicas à central de monitoramento;
  • Ignorar intimações ou fiscalizações do sistema penal.

Para evitar consequências graves, siga rigorosamente as instruções da central de monitoramento e mantenha o equipamento em perfeito funcionamento. Registre falhas técnicas e comunique imediatamente ao seu advogado de confiança.

O cumprimento disciplinado dessas obrigações demonstra boa-fé e responsabilidade. Isso é essencial para manter o benefício da liberdade e evitar sanções mais severas, como a prisão preventiva ou a regressão de regime.

Não compreende os motivos da tornozeleira? Veja por que a Justiça determina essa medida

A tornozeleira eletrônica pode ser determinada mesmo sem condenação definitiva. Prevista no artigo 319, inciso IX do Código de Processo Penal, ela é uma das medidas cautelares alternativas à prisão preventiva.

“Art. 319.  São medidas cautelares diversas da prisão: 

IX – monitoração eletrônica.”

Juízes utilizam essa medida quando entendem que há risco ao processo, como fuga, ameaça à vítima ou à ordem pública, mas que a prisão pode ser evitada com monitoramento contínuo. É uma forma de equilíbrio entre o direito de defesa e o interesse da sociedade.

Com o suporte de um advogado criminalista, é possível analisar a legalidade da medida e, se necessário, solicitar sua revogação ou substituição, especialmente quando houver excesso ou inadequação.

O que fazer quando a tornozeleira apresenta falhas?

Falhas técnicas no funcionamento da tornozeleira eletrônica não são incomuns. Problemas como desconexão de sinal, defeitos na bateria ou falhas no carregador podem gerar alertas indevidos, muitas vezes interpretados como descumprimento das medidas impostas.

Para evitar prejuízos no processo, é essencial agir com rapidez e responsabilidade. Veja as principais orientações sobre como lidar com essas falhas da forma correta:

  • Documente imediatamente a falha, por meio de fotos, vídeos ou capturas de tela;
  • Entre em contato com a central de monitoramento, informando o ocorrido de forma precisa;
  • Evite desligar, remover ou manipular o equipamento por conta própria;
  • Comunique seu advogado o quanto antes, relatando o problema e apresentando os registros;
  • Mantenha registros das comunicações realizadas, inclusive protocolos ou respostas da central;
  • Siga todas as orientações recebidas enquanto aguarda a análise judicial da situação.

A comunicação rápida e a demonstração de boa-fé são fundamentais para evitar sanções. Com apoio jurídico, é possível justificar tecnicamente o ocorrido e preservar o cumprimento da medida sem riscos adicionais.

A atuação preventiva ajuda a manter a confiança do Judiciário, evitar regressão de regime e reduzir a possibilidade de medidas mais severas. Em caso de dúvidas, procure imediatamente a orientação de um advogado especializado.

O que fazer ao ser exposto ou constrangido usando tornozeleira?

O uso da tornozeleira eletrônica, apesar de legalmente previsto, ainda carrega forte estigma social. Muitos monitorados enfrentam constrangimento público, discriminação e dificuldades no trabalho ou nas relações familiares.

É importante lembrar que a medida não significa condenação definitiva. Trata-se de um mecanismo de controle temporário, e o uso do dispositivo não retira a dignidade da pessoa. O suporte psicológico e jurídico é fundamental nesse processo.

Além disso, o acompanhamento de um advogado pode auxiliar na proteção contra abusos, garantir o respeito às liberdades fundamentais e, em alguns casos, pedir a substituição ou retirada da medida, quando for cabível.

É possível continuar trabalhando usando tornozeleira eletrônica?

Sim. Caso o trabalho ainda não esteja contemplado na decisão judicial, é possível solicitar a liberação por meio de petição, acompanhada de documentos que comprovem vínculo e necessidade. Isso reforça o direito ao trabalho garantido pelo artigo 6º da Constituição Federal.

“Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.”

Veja a seguir as principais recomendações para quem deseja manter o vínculo profissional durante o monitoramento:

  1. Verifique se a decisão judicial autoriza o deslocamento para o trabalho;
  2. Solicite ao advogado a inclusão ou ajuste da rota, caso necessário;
  3. Tenha documentos que comprovem vínculo empregatício ou atividade autônoma;
  4. Mantenha comunicação com o empregador sobre horários e restrições impostas;
  5. Evite alterações de turno ou endereço sem autorização judicial;
  6. Guarde comprovantes de comparecimento regular ao trabalho.

A atuação jurídica é essencial para garantir que o monitorado continue exercendo sua profissão com respaldo legal, evitando violações involuntárias e protegendo sua integridade perante o sistema penal.

Réu consegue revogação de tornozeleira eletrônica por excesso da medida

O escritório Galvão & Silva Advocacia atuou na defesa de um cliente submetido ao uso de tornozeleira eletrônica após responder por crime de médio potencial ofensivo. O cliente alegava que a medida dificultava seu deslocamento ao trabalho e prejudicava sua rotina familiar.

Nossa equipe analisou minuciosamente o processo, demonstrando que o réu cumpria todas as obrigações legais e apresentava comportamento exemplar. Fundamentamos o pedido nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, reforçando que a medida já não se justificava diante da ausência de risco social.

O juiz acolheu o pedido e revogou o monitoramento eletrônico, permitindo que o cliente retomasse sua vida com dignidade. O caso evidencia a importância da defesa técnica especializada para contestar medidas cautelares excessivas e garantir os direitos fundamentais do acusado.

Precisando de um Advogado Especialista em sua causa?Somos o escritório certo para te atender.

Como o apoio jurídico do escritório Galvão & Silva Advocacia pode ser o diferencial?

O escritório Galvão & Silva Advocacia atua com experiência em medidas cautelares, execução penal e defesa técnica em casos de monitoramento eletrônico. Nossa equipe avalia a legalidade da medida, orienta quanto às obrigações do monitorado e atua preventivamente para evitar agravamentos.

Nossas áreas de atuação abrangem o Direito Penal e outras frentes estratégicas, permitindo soluções completas e adaptadas às necessidades de cada cliente. Atuamos com dedicação para proteger direitos e reduzir os impactos de medidas restritivas como o monitoramento eletrônico.

Se você enfrenta dificuldades nessa situação, entre em contato com nosso time de especialistas. Nossa equipe está preparada para oferecer defesa técnica qualificada e acompanhamento jurídico humanizado em todas as fases do processo.

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Daniel Ângelo Luiz da Silva
Autor
Daniel Ângelo Luiz da Silva

Advogado sócio fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Processus em Brasília inscrito na OAB/DF sob o número 54.608, professor, escritor e palestrante de diversos temas relacionado ao direito brasileiro.

Galvão & Silva Advocacia
Revisor
Galvão & Silva Advocacia

Artigo escrito por advogados especialistas do escritório Galvão & Silva Advocacia. Inscrita no CNPJ 22.889.244/0001-00 e Registro OAB/DF 2609/15. Conheça nossos autores.

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