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Por Galvão & Silva Advocacia.
Atualizado em 23 de julho de 2019.

Veja como atua o advogado de audiência de custódia!

Veja como atua o advogado de audiência de custódia!

 

Uma grande novidade no ordenamento jurídico-penal brasileiro tem despertado a curiosidade de várias pessoas: a audiência de custódia. Esse instrumento processual determina que todo preso em flagrante seja levado à presença da autoridade judicial, no menor prazo possível, a fim de que se verifique a legalidade da prisão e a necessidade de sua manutenção.

Diante disso, o advogado de audiência de custódia ganha uma relevância fundamental frente ao grau de importância dos direitos tutelados. Ele atuará ao lado do seu representado e diante da autoridade judicial para que seja garantida a observância de todos os aspectos legais e procedimentais que envolvem a prisão em flagrante delito. Além de atestar que os direitos do flagranteado foram respeitados e que não houve lesão ou ameaça de lesão à sua integridade física.

O tema é interessante, não é? Então, se você deseja saber tudo sobre a audiência de custódia e conhecer a importância da atuação do advogado nesse instrumento processual, continue a leitura deste post!

O que é a audiência de custódia?

O artigo sétimo da Convenção Interamericana de Direitos Humanos, mais conhecido como Pacto de San José, determina que toda pessoa presa ou detida deve ser conduzida sem demora à presença de autoridade judicial para que sejam avaliados os pressupostos relacionados à legalidade de sua prisão, e tem o direito de ser colocada em liberdade se as circunstâncias assim o exigirem.

É nesse aspecto que foi implementada a audiência de custódia no ordenamento jurídico-penal brasileiro. Suas finalidades primordiais são:

  • verificar a integridade física e psíquica do custodiado;
  • evidenciar a necessidade da manutenção da prisão do flagranteado.

Antes de a audiência ser instituída, após a prisão em flagrante o indivíduo era levado para a prisão, caso não fosse o caso de nenhuma liberdade provisória, e só em alguns dias o Juiz analisava se era o caso de manutenção da medida ou de colocá-lo em liberdade.

Atualmente, após a realização da prisão em flagrante delito, o cidadão é imediatamente, ou no menor prazo possível, levado à presença do Juiz e acompanhado do seu advogado de audiência e custódia. Lá serão verificados se os procedimentos relacionados ao respeito das normas legais e aos direitos humanos do acusado foram observados.

Verifica-se, portanto, que essa inovação processual tornou a participação do advogado do custodiado ainda mais essencial, pois foi a ele concedido o papel de prezar pela observância da legalidade procedimental e dos direitos humanos.

De que forma o advogado de audiência de custódia atua?

Como dissemos, a importância do advogado de audiência de custódia foi potencializada. Além de um defensor da legalidade procedimental da prisão em flagrante, ele passa a ser a um primeiro contato jurídico do seu cliente quanto à existência de crimes como tortura ou maus-tratos por parte das autoridades.

A Resolução 213 do ano de 2015, que regulamentou a audiência de custódia no ordenamento penal brasileiro, traz em seu artigo sexto a previsão de que é direito da pessoa acusada ter um prévio atendimento com seu advogado, sem a presença de agentes policiais, para que seja instruída de seus direitos e possa relatar qualquer abuso ocorrido.

Nesse momento, o advogado direcionará os passos que o seu cliente deve tomar ao responder perguntas, fazer questionamentos ou manter-se em silêncio, e se assegurará de que o representado não foi desrespeitado em seus direitos fundamentais pelos agentes que efetuaram a prisão.

Outro ponto que o advogado dever observar na sua atuação é garantir que seu cliente não esteja algemado durante o ato. Primeiramente, porque a prisão pode ser entendida como totalmente irregular e sem fundamento jurídico; em segundo lugar, porque os tribunais superiores entendem que uma pessoa só deve ser mantida algemada caso represente algum risco.

Também vale destacar na atuação do advogado de audiência de custódia o momento da oitiva do custodiado. Grosso modo, cabe ao profissional interferir em qualquer questionamento da acusação que se relacione à razão da prisão, pois isso não deve ser analisado nesse momento do processo e sim em posterior interrogatório.

Quando a palavra for concedida ao defensor, ele deve direcionar seus questionamentos e fundamentações de modo a convencer o juiz da desnecessidade da manutenção da prisão. Assim, pode ser alegado que o indivíduo tem trabalho e residência fixos, possui filhos, é réu primário e cometeu o delito em um estado de necessidade, dentre outros argumentos.

Como o advogado pode ajudar a solucionar o problema?

De fato, além de ser essencial para que os direitos fundamentais sejam cumpridos, esse profissional é fundamental para o seu representado.

O operador do direito pode ajudar o seu cliente de forma individual, mostrando quais são os seus direitos durante a audiência e o que pode ser alegado por ele quando perguntado pelo juiz. Também, deve apresentar ao juiz, quando questionado, que não estão presentes no caso os fundamentos que servem de base para a conversão da prisão em flagrante em preventiva. São eles:

  • ameaça à garantia da ordem pública;
  • temor à garantia da ordem econômica;
  • aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal.

Além disso, o defensor demonstrará à autoridade judicial razões que possam justificar a colocação do preso em liberdade, sem prejuízo de comparecer às audiências do processo em curso e outros atos.

O advogado ainda é capaz de demonstrar ao juiz que, ao caso apreciado, devem ser aplicadas medidas diferentes da prisão, como a prisão domiciliar, a aplicação de restrições de direitos, o pagamento de fiança, entre outros. Tais aspectos jurídicos, é claro, devem estar muito bem fundamentados para que a chance de êxito seja maior.

Percebemos, enfim, que esse profissional é uma parte vital do processo de audiência de custódia, garantindo o respeito aos direitos constitucionais assegurados.

Ele deve ser procurado sempre que alguém for preso em flagrante deito e levado à delegacia. Ali já começa o trabalho desse operador do direito, acalmando o cliente e assegurando que não haja nenhum tipo de tortura. Posteriormente, durante a realização do ato processual, ele relatará ao juiz qualquer abuso ocorrido e será essencial para que o custodiado responda o processo em liberdade.

Por tudo isso, é essencial que seja escolhido um advogado de audiência de custódia experiente no tema, que tenha tanto o conhecimento jurídico quanto o comprometimento necessários para garantir a efetividade de direitos do seu cliente.

Gostou de saber mais sobre a audiência de custódia e a atuação do operador do direito nesse procedimento? Então, curta a nossa página no Facebook e fique atento a mais conteúdos tão relevantes quanto este!

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