
Publicado em: 20/08/2026
Atualizado em:
Quanto custa um advogado criminal depende da complexidade do caso, da fase da investigação ou processo, dos atos necessários e da extensão da atuação contratada. Não existe um preço único aplicável a toda demanda criminal.
Uma defesa em inquérito, por exemplo, possui escopo diferente de uma atuação em prisão, ação penal, Tribunal do Júri ou recurso. Por isso, comparar propostas apenas pelo valor pode não revelar quais serviços efetivamente estão incluídos.
Neste artigo, você entenderá como os honorários são definidos, qual é a função da tabela da OAB e o que conferir no contrato antes de contratar a defesa.
Quanto custa um advogado criminal na prática?
Os honorários são definidos conforme as características da demanda e o trabalho necessário. O Código de Ética e Disciplina da OAB determina que a fixação considere fatores como complexidade, tempo de trabalho, relevância da questão, local da prestação e extensão da atuação.
Assim, acompanhar um depoimento isolado não representa o mesmo serviço que conduzir a defesa durante todas as fases de um processo penal.
O orçamento deve ser elaborado após compreender o caso e delimitar quais atividades serão necessárias.
O que influencia os honorários criminais?
Alguns elementos interferem diretamente no escopo profissional:
| Elemento | Impacto na atuação |
| Fase do caso | Investigação, ação penal ou recurso exigem trabalhos distintos |
| Complexidade | Volume de provas e questões técnicas alteram a dedicação necessária |
| Atos necessários | Audiências, diligências, sustentações e recursos ampliam o escopo |
| Local de atuação | Deslocamentos e atuação em outras localidades podem exigir previsão própria |
Uma investigação ainda em andamento, por exemplo, pode exigir análise diferente daquela realizada depois do oferecimento da denúncia. Por isso, entender quando procurar um advogado criminalista também ajuda a delimitar o serviço necessário.
Como funciona a tabela de honorários da OAB?
Cada Conselho Seccional da OAB possui tabela própria de honorários. Ela funciona como referência para diferentes atividades profissionais e estabelece parâmetros que devem ser observados na contratação.
O Código de Ética prevê que o advogado deve respeitar o valor mínimo estabelecido pela tabela da Seccional competente, inclusive para diligências, evitando o aviltamento profissional.
Isso não significa que exista uma tabela nacional capaz de informar exatamente quanto custará qualquer defesa criminal. O valor final depende do serviço contratado e das circunstâncias concretas.
O que deve constar no contrato de honorários?
O contrato merece atenção antes da contratação. Conforme o art. 48 do Código de Ética da OAB, ele deve indicar com clareza o objeto do serviço, os honorários, a forma de pagamento e a extensão da atuação profissional.
É importante verificar, por exemplo, se estão incluídos:
- Acompanhamento do inquérito;
- Audiências e interrogatórios;
- Defesa durante a ação penal;
- Recursos ou atuação em tribunais;
- Diligências e deslocamentos.

Também deve ficar claro se recursos ou novas fases processuais dependerão de contratação adicional. Essa definição reduz dúvidas durante o andamento da defesa.
Honorários mais altos significam melhor defesa?
Não necessariamente. O preço isoladamente não permite avaliar a qualidade técnica da atuação.
Ao analisar uma proposta, é mais útil compreender a experiência relacionada ao tipo de demanda, o escopo contratado, a disponibilidade necessária e quais atos efetivamente serão realizados.
A defesa criminal é uma atividade meio. O advogado deve empregar técnica e diligência na defesa dos interesses do cliente, mas não pode assegurar absolvição, arquivamento ou qualquer outro resultado.
Contrato claro evita dúvidas sobre honorários em defesa criminal
Uma pessoa investigada em procedimento criminal buscou orientação jurídica sem compreender quais atos seriam necessários, se a atuação incluiria depoimentos, análise de provas, audiências ou eventual acompanhamento em ação penal.
Após a avaliação inicial feita por um advogado criminal, o caso foi dividido por etapas, com definição do escopo da defesa, dos atos incluídos e das situações que poderiam exigir contratação complementar, como recursos ou novas fases processuais.
A organização prévia dos honorários trouxe mais clareza para a contratação, reduziu dúvidas durante o andamento do caso e permitiu que a defesa fosse conduzida com previsibilidade, técnica e transparência.
Perguntas frequentes sobre quanto custa um advogado criminal
A primeira consulta com advogado criminal é sempre paga?
Não existe regra única. A política de consulta depende do profissional ou escritório e deve ser informada antes do atendimento.
Posso contratar advogado apenas para uma audiência?
Sim. A contratação pode abranger ato específico, desde que o escopo seja claramente definido entre advogado e cliente.
O valor inclui recursos para os tribunais?
Depende do contrato. É importante verificar se recursos e outras instâncias estão incluídos ou se exigirão contratação específica.
A tabela da OAB determina um preço único?
Não. As tabelas estabelecem referências aplicáveis à atuação profissional, enquanto o valor contratado considera as particularidades e a extensão do serviço.
Quem não pode pagar advogado criminal fica sem defesa?
Não. Conforme os requisitos aplicáveis, a pessoa sem recursos pode buscar assistência jurídica pela Defensoria Pública.
Como o escritório Galvão & Silva Advocacia pode ajudar?
O escritório Galvão & Silva Advocacia atua em demandas criminais mediante análise da investigação, documentos, provas, fase processual e medidas que possam ser necessárias à defesa.
A definição do trabalho permite esclarecer o escopo da atuação, inclusive quanto ao acompanhamento de inquérito, audiências, processo penal e eventuais recursos.
Se você precisa compreender quais atos jurídicos o seu caso exige antes de formalizar a contratação, é possível solicitar uma análise da demanda criminal para avaliar o contexto e a extensão da atuação necessária.
Dr. Caio de Souza Galvão
Sou advogado, sócio-fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Católica de Brasília e pós-graduado em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes. Iniciei minha trajetória no TJDFT, atuando no 1º Juizado Cível, Criminal e de Violência Doméstica, além de exercer funções como conciliador. Passei pelo TST, TCU e Procuradoria-Geral do Banco Central, onde […]
Dr. Daniel Ângelo Luiz da Silva
Sou advogado, sócio fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Processus e inscrito na OAB/DF nº 54.608. Atuo há mais de uma década em Direito Civil, Empresarial, Inventário, Homologação de Sentença Estrangeira e em litígios complexos envolvendo disputas patrimoniais. Além da advocacia, sou professor, escritor e palestrante, fluente em inglês e espanhol. […]












